Patrimônio da humanidade, floresta amazônica em seu estado mais primitivo, é retratada em obra inédita do artista

No próximo dia 21, a cidade suíça de Lausanne, exibe o mais novo trabalho de Renato Gosling: Amazônia. Com uma forma singular e técnicas inovadoras, o artista utilizou-se de elementos naturais entre guloseimas e vegetais, para criar sua obra. Sob um novo olhar, brócolis retratam árvores centenárias e na mesma direção, uma doce e deliciosa geleia de uva representa o caudaloso Rio Negro. Tinta acrílica embebedaram chumaços de algodão para um céu azul resplandecente. Uma obra disruptiva na qual processos se misturam e que faz parte da exposição “Arte Sem Fronteiras”, até 11 de setembro no Swiss Art Space, Lausanne, Suíça.

Visceral, Amazônia foi criada em um espaço diminuto de moldura de madeira freijó (dimensões A2) e leva a urgente reflexão no que anos de queimadas e derrubadas podem fazer com o imenso pulmão verde do mundo. O resultado fotografado e impresso em Fine Art, com apenas oito exemplares em três medidas distintas: 1,20m x 0,80m, 1m x 1,40m, 1,20m x 1,80m longe de ser um trabalho que se assemelhe ao clássico da fotografia, exprime volume, verdade e tridimensionalidade que modificam e traduzem a imagem, ainda, mundialmente conhecida.

A curadora da mostra, Francy Beltrão Thiébault, brasileira radicada na Suíça há mais de 30 anos, conta que a força ideológica e imagética foram decisivos em sua escolha. “A obra do Renato é algo lindo. Há tanta delicadeza e uma fineza na concepção que impressionam e nos leva à reflexão sobre o quão sensível é a vida e o que ela nos impõe, de tão efêmera, mas, mágica ao mesmo tempo”, pontua Francy.

Uma obra singular que integra a série “Ícones Brasileiros” criada por Renato e que nasceu da angústia do artista na ânsia de mostrar, por meio da arte, sua indignação e sofrimento com o descaso e maltrato à floresta ofertados. Gosling, cujo trabalho se destaca em dar novos significados a madeiras e tantos outros itens descartados, seja pelo homem, seja pela natureza, sentiu em Amazônia o momento oportuno para a expressão de uma visão análoga ao que faz: se aproveitar do perfeito estado da natureza para denunciar o possível fim. “Até que ponto vamos nos calar, temer e não lutar pelo que deve ser feito e encarado?”, questiona o artista.

Ficha técnica Amazônia
Amazônia
2020 
Óleo s/ algodão

Arte Sem Fronteiras
Sob o comando de Francy Beltrão Thiébault, o evento acontece pela primeira vez na Suíça e homenageia o 120° aniversário do diplomata Aimé Humbert, primeiro diplomata suíço que viveu no Japão. Para esta edição, mais de 80 artistas entre europeus, japoneses e apenas três brasileiros, entre os quais, Renato Gosling, único residente no Brasil, apresentam seus trabalhos entre telas, esculturas e fotografias.

Sobre o artista
Renato Gosling, 43, descobriu a arte aos 40 anos. Após duas décadas na propaganda e inovação sentiu que era hora de fazer suas próprias inovações e criações com toda sua criatividade, sensibilidade e poética. Produz atualmente esculturas, telas a óleo, Fine Art e instalações que hoje o torna multidisciplinar e plural. “Meu trabalho é transpor o que sinto e que vejo de uma forma muito simples, mas ao mesmo tempo poética e profunda”, diz Renato Gosling que além do mercado brasileiro está atuando nos EUA e Suíça.

O artista encontra em caçambas, praças, ruas e viagens as matérias capazes de comunicar a somatória de suas inquietudes, alegrias e criatividade. Iniciou com esculturas em madeira e hoje trabalha com telas e Fine Art. Renato busca significar o que não tem significado, ser um intérprete do cotidiano é o que move sua criatividade.

Serviço
Vernissage: 21 de agosto
Local: Swiss Art Space – Lausanne – Suíça
Expo Place Swiss des Arts I Rue de Valentin 32 I CH – 1004 Lausanne

Informações para a imprensa:
JuVilela Press
11 98045-8301
Jucelini Vilela – juvilelapress@gmail.com
Rayssa Arieta – rayssa.arieta@gmail.com

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