• Portfólio
  • “Renato Gosling, 44, é um artista paulista multidisciplinar e autodidata, cuja pesquisa parte da observação da vida mundana e da ressigni fi cação dos signos e da cultura. A partir dessa interpretação do cotidiano, Gosling altera o sentido e o lugar original das coisas, criando novas narrativas, e de fl agra re fl exões sobre o uso e o signi fi cado de tudo aquilo que nos rodeia. O artista exibe uma produção conceitual e formal madura e potente, alinhando a criação de novas possibilidades simbólicas a caminhos estéticos que nos guiam ao mundo sensível da verdadeira arte. Renato Gosling possui trabalhos em coleções do Brasil, Estados Unidos, Portugal e Suíça.” 
  • Caru Albuquerque Curadora RENATO GOSLING
  • Para a criação de sua primeira exposição individual, o artista Renato Gosling mergulhou por meses na observação das construções simbólicas da brasilidade. Gosling se apropriou desses signos e os deslocou para outras funções, conceitos, formatos e visualidades; em outros momentos, o artista destrói ou substitui os signos, porém ainda mantendo elementos que possibilitam o reconhecimento daquilo transformado por ele. 
  •  Ao ser trabalhada pela sensibilidade do artista, a floresta Amazônica não mais é feita de enormes árvores e abundância d’água, mas de brócolis, musgo e geleias. Já o copo americano adquire a improvável função de receber tinta – e não cerveja – até transbordar. Em outro momento, o artista utiliza espelhos dourados para inserir o corpo do público em um ambiente amarelo, uma das cores-símbolo do país. O título faz referência à frase escrita em produtos exportados produzidos em território nacional, sendo ‘Brazil’ a grafia com a qual o país é conhecido além dos países de língua portuguesa. Trata-se de uma expressão usada para descrever o país visto pelos olhos do estrangeiro, um Brasil que não é o país que os brasileiros vivem diariamente, mas que se resume a estereótipos culturais e materiais que são exportados para o resto do mundo. A expressão ‘é nóis’ é muito popular nas periferias das grandes cidades brasileiras e significa uma afirmação de uma força coletiva. As obras aqui apresentadas alteram, desconstroem e subvertem os signos da identidade brasileira, deflagrando reflexões sobre o que nos define como nação e o que faz o Brasil ser “Brazil”. Quando pensamos sobre as crenças e comportamentos que surgiram em nosso passado e que até agora definem a identidade da nação, nos damos conta de que o país tropical, da festividade e da cordialidade também é o da herança colonial coronelista, patriarcal, escravocrata, nepotista, da corrupção e da troca de favores. Mas ao deslocar para outros espaços ou reinventar os signos da brasilidade, o artista mostra que é possível destruir e construir novos elementos identitários. Neste sentido, o conjunto de obras aqui exibido se coloca como metáfora da urgência contemporânea de transformar ícones, destruir cânones e reformular nossa cultura.
  • Made in Brazil É Nóis é uma potente ferramenta de reflexão política sobre nossos modos de ser e estar neste território. Uma exposição para levarmos conosco e, quem sabe, servir de inspiração para definirmos quais paradigmas da brasilidade queremos manter e quais queremos desconstruir.
  • Exposição Individual
     – Made In Brazil É Nóis – Shopping Parque da Cidade, fevereiro a abril de 2021 – Made In Brazil É Nóis – galeria RG, 2020
     – Exposição individual Galeria Detalhe, julho de 2019
     Exposições Coletivas – ExpoArtSP janeiro de 2018
     – ExpoArtSP julho de 2018
     – ExpoArtSP dezembro de 2019
     – ExpoArtSP março de 2019
     – Participação na semana Design Week em agosto de 2019 – Galeria InGallery
     – Criação e participação do M.U.S.A – Movimento do Universo das Artes na Casa Bossa – Shopping Cidade Jardim – Expo “Art Sem Fronteira” 2020 – Conexão Japão e Europa – Louseanne, Suiça Participação em publicações – Anuário de artes – Novembro 2019 – Anuário Ballet Paula Castro 2018 e 2019
  • Estudo
  •  – Acompanhamento individual com a curadora e pesquisadora Caru Albuquerque 2020 
  • – Curso “Arte Contemporânea Pós Mídias Digitais” com a professora Giselle Beiguelman promovido por Kura e Iguatemi 2020 
  • – Grupo de estudo com Paulo Gallina de março a setembro 2020 
  • – Curso “Introdução a arte Contemporânea” com Agnaldo Farias em 2020 
  • – Curso “Disparos” com Julie Belfer em andamento (fevereiro a abril de 2021) 
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