Banalidade é um estado de espírito

Recebi este texto de um artista italiano chamado Francis Valela. Conheci ele pelo instagram e logo após uma breve troca de mensagem ele me escreveu falando do meu trabalho, sem eu pedir, que honra. Este texto do Valela dáum baile em muito texto de curadores por aí. Fantástico, curtinho mas muito bom, vejam:

Banalidade é um estado de espírito. Nossa percepção das coisas. A exposição excessiva cria cegueira para o mundo ao nosso redor. 
Focamos apenas naquilo com que não estamos familiarizados. A tecnologia tornou tudo ainda pior. Os olhos estão colados a uma tela. Qualquer outra coisa é ignorada. Esta é uma falha de adulto. As crianças acham emocionantes as coisas mais mundanas. Eles estão tão fascinados com a caixa de presente quanto com o presente que está dentro dela. Essa é a lição que está sendo ensinada em seu trabalho. Uma renovação do fascínio daquela criança por objetos comuns. Por exemplo, a sensação de formigamento das gotas de chuva em seu rosto quando o vento sopra em seus cabelos. Uma apreciação que transcende a semelhança. Aproveitando sua diversidade e existência. Nós nos tornamos tão absorvidos pela tecnologia que perdemos de vista as belezas sutis que nos cercam. É preciso artistas como você para lembrar aos outros o que eles estão perdendo.
A coesão do seu objetivo ainda precisa de um pouco mais de refinamento (opinião minha), mas definitivamente indo na direção certa. Empurre sua zona de conforto. Analise seus objetivos. Ajuste o que o ajudará a ser a força que você definitivamente é capaz de ser. Animado para ver sua progressão.
Francis Vilela @francisvalela

Confira o trabalho do artista aqui www.rulerart.com/artists/francis-valela

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